Para de fingir. Você não é assim. Mentira. Tudo pensado, é o que dizem. Ou então, acorda. Vai, vive. O que nunca encontram é um salvador que seja alguma merda de verdade e não mais um imbecil.
90% da população mundial finge. Observe as pessoas à sua volta, como cada piscada de olho é planejada, o jeito de soltar a fumaça do cigarro e como seguram o copo de qualquer bebida alccólica na outra mão, medindo exatamente a distância entre os dois tóxicos pra não fazer estrago, para não dizer nada, ou tudo, dependendo do objetivo e do evento social. Vou sair pela entrada dos fundos para não o encontrar. E não vou ligar amanhã, pra dar tempo dele sentir saudade. Enquanto isso, os outros 10% da população mundial se isola. Morreram e esqueceram de deitar. Não importa se dói, se chove, se é zap ou se a roupa está larga demais. Que se foda, como pensam. Qualquer coisa, pode ser, sempre. Ou seja, a divisão, com muros inalcansáveis, é assim: os que querem, mas não fazem, e os que não sabem, por opção. Sentir.
Apareceu, entre essa porra toda, um de verdade. Era o fotográfo, o fotográfo. O da barba mal feita e frases de louco. O fotógrafo. Essa coisa estranha que chamam de qualquer coisa. O fotógrafo. Aquele que cantava e dava vontade de cantar. O fotógrafo. O que dava socos e um dia acertou meu estômago. O fotógrafo me deixou perdida, e como minha vida sempre foi estranha, eu continuei estranha, não-vivendo em qualquer porcentagem que aparecer, pensando no dia que eu vou encontrar outro vivo. E o cara, o fotógrafo, continua tirando fotos em tempo real, continua vivendo, sem perder tempo revelando nada.
90% da população mundial finge. Observe as pessoas à sua volta, como cada piscada de olho é planejada, o jeito de soltar a fumaça do cigarro e como seguram o copo de qualquer bebida alccólica na outra mão, medindo exatamente a distância entre os dois tóxicos pra não fazer estrago, para não dizer nada, ou tudo, dependendo do objetivo e do evento social. Vou sair pela entrada dos fundos para não o encontrar. E não vou ligar amanhã, pra dar tempo dele sentir saudade. Enquanto isso, os outros 10% da população mundial se isola. Morreram e esqueceram de deitar. Não importa se dói, se chove, se é zap ou se a roupa está larga demais. Que se foda, como pensam. Qualquer coisa, pode ser, sempre. Ou seja, a divisão, com muros inalcansáveis, é assim: os que querem, mas não fazem, e os que não sabem, por opção. Sentir.
Apareceu, entre essa porra toda, um de verdade. Era o fotográfo, o fotográfo. O da barba mal feita e frases de louco. O fotógrafo. Essa coisa estranha que chamam de qualquer coisa. O fotógrafo. Aquele que cantava e dava vontade de cantar. O fotógrafo. O que dava socos e um dia acertou meu estômago. O fotógrafo me deixou perdida, e como minha vida sempre foi estranha, eu continuei estranha, não-vivendo em qualquer porcentagem que aparecer, pensando no dia que eu vou encontrar outro vivo. E o cara, o fotógrafo, continua tirando fotos em tempo real, continua vivendo, sem perder tempo revelando nada.